Mãe: amor altruísta e eterno

Não importa se você deixa a pia cheia de louça suja. Deixou roupas jogadas pelo chão ou a toalha molhada em cima da cama? Não importa. Também não tem importância alguma se você saiu sem dar boa noite ou, sem querer, deu uma resposta “torta” em um momento de estresse. Amor de mãe não tem barreiras. É poesia encenada, praticada mesmo sem precisar ser escrita.

Trata-se de um amor tão puro e incomensurável que diversos grandes autores já falaram sobre elas. Só pra citar:

Os filhos são para as mães as âncoras da sua vida.
— Sófocles

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
– mistério profundo –
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
— Carlos Drummond de Andrade

Mãe é certeza de colo e arrego. Mesmo na “nervrozia” delas, basta um olhar ou um pedido de desculpas que tudo se resolve. São roseiras eternas que, mesmo cheias de espinhos, são capazes de se desabrochar em altruísmo e fazer de tudo por suas crias. Ficam até sem comer para dar alimento aos rebentos. Seres tão altruístas que maior dedicação, involuntária e desinteressada, não há.

De tão especiais, Drummond deveria ser Rei do Mundo e baixar a lei: “Mãe não morre nunca”. Feliz Dia das Mães!

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