Encontro E-Commerce: A Realidade do Novo Comércio

O evento realizado pelo sistema integrado Fecomércio MG, Sesc e Senac, aconteceu no dia 26 de novembro de 2019, no grande teatro do Sesc Palladium, em Belo Horizonte/MG, e tinha a proposta de focar na importância do e-commerce para o segmento do Comércio. Teve a participação de Alfredo Soares (VTEX), Adriano Carvalho (Prefeitura Municipal de Extrema/MG), Bárbara Pamplona (Banco Inter), Pedro Vasconcellos (Tsydo e @BeerOrCoffee), Tiago Carvalho (Senac MG), Cláudio Gonçalves Xavier (Correios), Karla Silva (Senac MG e InovAtiva Brasil), Mateus Dornelas (CNC) e Antônio Everton Chaves Júnior (CNC). Confira a seguir o resumo!

Quarta Revolução e o e-commerce: você está preparado?

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A palestra do Alfredo, um verdadeiro showman, abordou temas relacionados à importância do Comércio em investir em lojas virtuais e proporcionar experiências omnichannel para os cliente.

Autor do livro “Bora Vender“, Alfredo contou sua história e como suas iniciativas foram importantes para ele conseguir sair de um vendedor de cartões de visitas aos 17 anos para VP Institucional da VTEX aos 30 anos.

O segredo é criar coincidências

Durante sua apresentação, além de ressaltar o efeito positivo da boa impressão, destacou que o empreendedor não deve esperar oportunidades, mas criar coincidências. Para ele, este é o segredo de impulsionar vendas.

O palestrante, inclusive, fez uma relação com estratégias de marketing que conseguem “descobrir” o momento do cliente e criar essas coincidências, como ver um anúncio no Instagram logo após conversar sobre um tema ou produto com alguém pelo celular.

Uma exemplificação da estratégia de venda dele foi o fato de usar o roubo do celular de uma tia para vender cartões de visitas. Segundo ele, quando soube que a tia teve seu telefone furtado ao retirá-lo da bolsa no centro do Rio de Janeiro para anotar um telefone, ele alinhou o interesse de sua cliente (a mãe) com a venda:

— Mãe, você já pensou em ter cartões de visitas?

— Que cartão… eu sou uma dona de casa.

— Pois é, mãe. Mas se a tia tivesse cartão de visitas, ela não teria tirado o telefone da bolsa, mas sim um papel, e não teria sido roubada.

Os pilares do sucesso de lojas virtuais

Segundo o showman, os pilares do sucesso de um e-commerce são, basicamente, três:

  • Foco: em um mundo cheio de oportunidades, quem tem foco se dá bem ao se concentrar em seu negócio ou no nicho dele;
  • Equipe: ter profissionais com diversas competências;
  • Cultura: manter essas pessoas diferentes da equipe com os mesmos objetivos e alinhamento transparente.

Ele complementou que cultura + tecnologia + processos são fundamentais para a transformação digital. E justamente por isso algumas empresas conservadoras acabam por ter muita dificuldade em migrar para o mundo digital: não têm cultura adequada e processos adaptados.

A era do inatingível

Ao final da sua apresentação, Alfredo trouxe ao debate o fato de estarmos na Era do Intangível, em que o trabalho sem estoque é o futuro dos negócios, citando empresas como Uber, Facebook e AirBnb.

A última recomendação foi: o segredo para o negócio digital não é vender, mas construir audiência. Mais importante do que ser único no mercado, é ser único para o seu cliente, fazendo-o comprar cada vez mais da empresa. E para isso é preciso ter iniciativa, atitudes.

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Não basta ler no Google ou ouvir em eventos se não colocar na prática em sua empresa.

Um exemplo bacana que foi dado durante a apresentação foi o uso da criatividade para sair do usual em ações promocionais: disponibilize um número de WhatsApp e convide seu cliente a enviar uma mensagem para ele para ganhar um cupom de desconto. A partir daí, você terá a possibilidade de disparar conteúdo para ele com menor possibilidade de punição por spam.

O desafio do marketing na Era Digital

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Neste painel, realizado com Adriano, Bárbara, Pedro e Tiago, debateu-se as oportunidades e desafios dos profissionais de marketing e empreendedores com a Era Digital, como a criação de novas soluções — sejam elas disruptivas ou não.

A importância do MVP

Pedro, Co-Founder da @BeerOrCoffee, deu o exemplo do lançamento de sua startup, que foi feito no formato de MVP (Mínimo Produto Viável) com a divulgação de uma landing page e avaliação da demanda. Após constatar o interesse do público, a solução e modelo de negócio foram desenvolvidos e formatados.

Para os participantes do painel, essa possibilidade de testar o negócio antes de seu lançamento definitivo é uma das grandes oportunidades do marketing na Era Digital. Mas que isso também envolve a necessidade de dados.

A facilidade do digital

Outro ponto abordado foi a questão dos dados, que na era da mídia offline, os profissionais de marketing tinham que trabalhar com projeções e dados fornecidos pelos veículos e agora podem medir, gerenciar e até rastrear o comportamento do consumidor na internet.

No entanto, os dados por si só não fazem milagres. É preciso estudá-los e fazer análises preditivas (quando os dados predizem um comportamento do consumidor) e prescritivas (quando a análise dos dados prescrevem ações que devem ser tomadas pelos gestores).

Por fim, os participantes frisaram a importância de primeiro pensar no problema para depois na solução, sem perder o viés do olhar do cliente e suas dores.

A fronteira física do negócio virtual

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No segundo painel, Carla, Cláudio e Mateus debateram sobre as diferenças do comércio físico para o virtual.

Os profissionais destacaram o fato de que o cliente de e-commerce tende a ser mais ansioso do que o cliente de lojas físicas. E, por isso, ele deseja acompanhar todo o processo de compra, desde o recebimento do pedido até o acompanhamento da entrega.

Para os palestrantes, é preciso lembrar que os limites entre o físico e o digital estão se extinguindo, transformando o mundo em “fígital” e obrigando que os comerciários tenham estratégias omnichannel.

O surgimento de serviços diferenciados

Para atender ao desejo dos empreendedores de transformar custos fixos em custos variáveis, reduzindo os valores em época de baixa demanda, estão surgindo serviços diferenciados.

Um exemplo disto é o Log+, dos Correios, que oferece serviço de estocagem e despacho de encomendas, sem a necessidade do proprietário de um e-commerce manter produtos em estoque.

O segredo para aumentar a lucratividade

Os palestrantes defenderam que o segredo para reduzir custos e aumentar a lucratividade é contar com a tecnologia.

No entanto, os esforços tecnológicos precisam estar focados no mobile, com responsividade, usabilidade facilitada e tamanho do site reduzido para não consumir pacote de dados dos consumidores.

Outro ponto forte para tal, mas que demanda esforços constantes dos comerciários, é investir nas redes sociais.

Apesar de serem ferramentas acessíveis, é preciso interação contínua e permanente produção de conteúdos interessantes para os clientes.

A importância das avaliações sociais

Com a queda dos limites entre o mundo digital e o mundo físico, ficou cada vez mais comum as avaliações sociais das empresas, feitas por clientes.

Sejam de e-commerce ou de lojas físicas, essas avaliações funcionam como o antigo boca a boca e podem gerar tanto faturamento a mais quanto prejuízos.

Por isso, é importante ficar de olho nas avaliações sociais e até mesmo incentivar as avaliações positivas.

As competências para o e-commerce

O painel foi finalizado com a discussão sobre as competências necessárias para gerir um negócio virtual.

Para os palestrantes, é preciso ter uma visão global, buscando informações sobre o que está acontecendo no mercado digital lá fora para se preparar ou mesmo antecipar demandas ainda não usuais no Brasil.

Além disso, é de suma importância entender o cliente, identificando quais são as dores deles. E isso é imprescindível porque, ao contrário do cliente de loja física, o consumidor digital não é tão previsível.

Por fim, é preciso ser criativo para se diferenciar e tornar o negócio mais atrativo do que as diversas outras lojas virtuais.

Insegurança no pagamento: ainda um obstáculo para o e-commerce?

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O título da palestra dava a entender que o conteúdo giraria em torno dos meios e formas de pagamento das compras realizadas no mundo virtual. No entanto, o conteúdo foi, a priori, uma contextualização sobre a situação da economia nacional.

Muitos dados foram apresentados pelo economista, deixando sua participação mais próxima de um déjà vu dos noticiários de economia, sem uma proposta norteadora para os presentes.

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