Técnica PROR: gerindo as próprias emoções

Quando fiz um curso de Inteligência Emocional na Escola Conquer, com o objetivo de desenvolver minhas core skills, me deparei com a técnica PROR.

Esta técnica nos ajuda a desenvolver a inteligência emocional em situações de estresse, mas, para entender o que é e como esta técnica funciona, precisamos compreender o funcionamento do cérebro humano e as origens de nossas emoções.

As partes do nosso cérebro

O cérebro dos animais foi se modificando no decorrer da evolução das espécies, chegando ao ápice da complexidade em alguns mamíferos, como o homem e os primatas.

Hoje, sabemos que nosso “computador orgânico” é dividido em três partes que se interagem, mas que têm funções diferentes. São elas: primitivo, intermediário e superior.

Técnica PROR - Divisão do cérebro humano
Cérebro primitivo

Estrutura cerebral mais antiga dos seres vivos, é a parte responsável pelas respostas imediatas, visando a autopreservação. É onde se originam os comportamentos agressivos e de repetição.

Cérebro intermediário

Também chamado de sistema límbico, esta parte do cérebro é responsável pelos comportamentos de sobrevivência da espécie, como o medo e outras emoções, além dos sentimentos relacionados com o outro.

Cérebro superior

Responsável pela racionalização, também é conhecido como neopálio ou neocórtex e representa a maior parte do cérebro humano, formado por uma rede complexa de células nervosas altamente diferenciadas que permitem tarefas intelectuais, como leitura, escrita e geração de ideias.

O funcionamento de nossas emoções

Quando observamos as conexões de nosso corpo com o cérebro, percebemos que os nervos auditivo e óptico, além dos bulbos olfatórios, estão ligados à região do cérebro primitivo.

Dito isto, fica mais fácil de entender porque é essa parte mais primitiva do cérebro que primeiro recebe as informações do mundo externo.

Se o cérebro primitivo julgar a situação perigosa, ele ativa o sistema de sequestro emocional, que impede a atuação do cérebro racional em busca de uma resposta rápida e que acredita ser mais segura.

Funcionamento do sequestro emocional.

Conforme se observa no fluxograma acima, o processo do sequestro emocional se inicia quando o cérebro primitivo detecta alguma ameaça.

A partir daí, o cérebro busca pelos padrões de comportamento da pessoa e seus repertórios, que induzem determinadas atitudes.

Os comportamentos mais básicos são o de fuga, que busca se preservar evitando confrontos, e o de luta, que enfrenta a sensação e perigo para a autopreservação.

Um dos benefícios da inteligência emocional é justamente responder às situações de forma racional e não apenas por causa dos impulsos primitivos.

Ou seja, ter inteligência emocional é, diante de ações de alerta, decidir como reagir à situação, seja com fuga ou com luta.

A técnica PROR

A técnica PROR consiste em um conjunto de cinco ações para exercitar a inteligência emocional: parar, refletir, observar e responder.

O intuito é gerir as reações causadas pelas próprias emoções e pelos sentimentos alheios. Afinal, emoção deve ser sentida, mas a reação a eles devem ser racionais.

A importância de parar

Como o sequestro da amígdala, ou sequestro emocional, acontece muito rapidamente, impedindo a ativação do cérebro racional (neocórtex), parar e respirar mediante a uma situação dessa é importante.

É o passo que possibilita a ativação do neocórtex, racionalizando as opções disponíveis e reduzindo possíveis impactos negativos da emoção. Para tal, uma boa maneira é a prática da contagem regressiva.

O sentido de refletir

A reflexão sobre a situação de estresse tem o sentido de evitar a repetição de comportamentos, seja de fuga ou de luta e deixar as atitudes racionalizadas.

Neste momento, a pessoa deve se perguntar se vale mesmo a pena lutar ou fugir por aquela situação e se a briga é mesmo da pessoa, já que muitos costumam descontar frustrações em quem não tem nada a ver.

A necessidade de observar

Talvez este seja o maior pulo do gato para grande parte das corretas reações perante algumas emoções, sejam elas internas ou oriundas do meio externo.

É o momento de pensar se o que está sentido é real ou uma influência ou tentar entender a origem desses sentimentos, buscando nomear as emoções e, mais facilmente, lidar com elas.

A escolha de como responder

A última etapa da técnica PROR é justamente responder àquela situação após ter refletido e observado suas emoções.

Para tal etapa, pode-se aplicar o quoeficiente de adversidade (QA) para determinar qual será o tipo de resposta à situação de acordo com a gravidade da situação: ignorar, responder calmamente ou intensamente.

O QA nos permite entender que, dependendo da situação, é importante que tenhamos uma postura reativa equivalente.

É exatamente como pede a inteligência emocional: reagir às emoções conforme for mais pertinente e vantajoso para nós mesmos.

Em algumas situações, é importante ter posturas firmes e se impor. Já em outras, não vale a pena o desgaste, ficando mais interessante deixar pra lá.

Tenho buscado exercitar meu nível de inteligência emocional aplicando a técnica PROR, racionalizando minhas reações perante os acontecimentos.

E você, tem alguma técnica específica? Como você busca reagir da melhor forma diante dos momentos de estresse? Fique a vontade para me contar pelos comentários.

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